Fraudes LGBTs

Revista Galileu publica fake news sobre adolescentes expulsos de casa nos EUA

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A Revista Galileu divulgou, em 2015, uma daquelas estatísticas fabricadas pelo ativismo que de cara a gente vê que têm algo errado, mas que fazem a alegria da galera dos DCEs das universidades federais e dos eleitores do PSOL.

Segundo uma matéria assinada pela jornalista Milly Lacombe, 40% dos sem-teto norte-americanos seriam adolescentes gays expulsos de casa pelos pais homofóbicos: mais de 300 mil jovens com menos de 18 anos. Esta seria uma estimativa feita pela ONG  Center of American Progress.


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O número é daquelas coisas bizarras que são difíceis de entender como conseguem ser produzidos e divulgados sem causar vergonha nos responsáveis. Como alguém realmente chega a acreditar que 40% dos sem-teto de um país como os EUA são adolescentes filhos de pais que não aceitam suas sexualidades é coisa digna de estudos psiquiátricos, sociológicos e filosóficos severos. É preciso muita lavagem cerebral pra olhar pra estes números e não ouvir aquela pulga atrás da orelha berrando que “é cilada, Bino!”

300 mil é o equivalente a 1 em cada 1000 norte-americanos. Seria necessário que 1 em cada 1000 norte-americanos reunisse as seguintes condições: ser um pessoa sem-teto, ser homossexual, estar na adolescência, ter sido expulso de casa pelos pais, o motivo da expulsão ter sido a sexualidade.

Vou perguntar pausadamente: dá – para – acreditar – a – sério – numa – coisa – destas?

Acontece que – quelle surprise – a informação divulgada pela Galileu é totalmente falsa: os dados oficiais de moradia de rua nos EUA (usei os dados de 2015, ano de publicação da matéria, mas os percentuais pouco se alteram de ano para ano, como você pode ver no site do Departamento de Habitação e de Desenvolvimento Urbano dos EUA ) apontam que 564 mil seres humanos viviam na rua ou em abrigos dos EUA, dos quais apenas 22% (aproximadamente 100 mil) eram crianças ou adolescentes.


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Ou seja: segundo o estudo divulgado pela revista Galileu haveria quase 3 vezes mais adolescentes gays expulsos pelos pais por serem homossexuais morando nas ruas ou em abrigos públicos dos EUA do que o número total de adolescentes e crianças morando nas ruas ou em abrigos públicos dos EUA. Outra parte falsa da notícia diz respeito ao número total de pessoas sem-teto: se os adolescentes gays correspondiam a 40% do total e eram 300 mil, então o total seria de 750 mil: cerca de 200 mil a mais do que os números oficiais.

Ainda há um detalhe adicional. Mais de 95% das crianças e adolescentes morando nas ruas ou em abrigos públicos em 2015 viviam juntos com familiares, contradizendo a tese de que teriam sido expulsas de casa por motivo de homofobia, como apontado pela Mille Lacombe em sua matéria. Na verdade a maioria das crianças e adolescentes sem ter onde morar são membros de famílias que não têm onde morar e não adolescentes expulsos de casa pelos pais por qualquer motivo que fosse.

Ainda que “expandíssemos a adolescência” até os 24 anos de idade, o número TOTAL de moradores de rua não chegaria nem perto daquele que Lacombe apontou como sendo o número de adolescentes morando nas ruas ou em abrigos por terem sido expulsos de casa por pais homofóbicos. Em 2015 os EUA tinham 180 mil jovens de menos de 24 anos (incluindo crianças e adolescentes) morando nas ruas ou em abrigos, e a maioria deles vivia com parentes.


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