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Relembre alguns dos casos mais marcantes da longa história de fraude do Grupo Gay da Bahia

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2020
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Criei esta página no final de 2017, movido por uma angústia pessoal quanto à forma como o ativismo “de defesa das minorias” dissemina números desonestos sobre diversos temas relacionados à pauta identitária e usa estes dados fraudulentos para obtenção de vantagens pessoais, privilégios discriminatórios e sectarismo social.

A página foi inspirada no ativismo feito pelo jornalista britânico Milo Yiannopoulos. Foi após ler Dangerous que decidi que ia dedicar parte do meu tempo livre a tentar divulgar pontos honestos diante do mar de desonestidade que cerca os ativismos LGBT, negro e feminista. No início a página se concentrou em desmistificar os números de mortes por homofobia no Brasil, e é daí que vem o nome Quem a homotransfobia não matou hoje?, referência irônica à página do Grupo Gay da Bahia.

A revisão dos dados do Grupo Gay da Bahia era possível porque a ONG publicava uma lista das mortes que usava para fabricar seus números de “centenas de mortes motivadas por homofobia no Brasil”. O que a ONG anunciava como “mortes anuais motivadas por homofobia” eram casos de morte por infarto, morte por overdose, morte de heterossexual assassinado por homossexual, morte de criminoso em troca de tiros com rivais.

Com o surgimento de Quem a homotransfobia não matou hoje?, tanto o Grupo Gay da Bahia quanto as outras instituições brasileiras que produziam listas semelhantes (ANTRA, Rede Trans e UFRJ) pararam de publicar listas com informações sobre os casos: continuaram publicando os números, mas sem informar quem eram as pessoas que tinham sido usadas para inflar os dados de crimes de ódio. Em outras palavras: aprenderam a mentir.

Grandes órgãos de comunicação sempre foram cúmplices na divulgação destes números desonestos. Nunca lhes tocou (mesmo quando o Grupo Gay da Bahia e as demais instituições eram mais transparentes na publicação dos dados) conferir que mortes de fato eram aquelas que o GGB divulgava como “mortes por homofobia”: apenas replicavam os números, desavergonhadamente.

Agora, que o Grupo Gay da Bahia e a ANTRA passaram a ocultar seus dados para checagem é que a grande imprensa não se preocupa mesmo. Rede Globo e Jovem Pan, por exemplo, têm repetido à exaustão os números de “mortes por homofobia em 2020” sem qualquer preocupação de pedir esclarecimento às ONGs sobre que mortes de fato foram estas. Terão sido homossexuais que estavam passando pela rua e foram mortos gratuitamente por religiosos que acreditam que homossexualidade é pecado? Ou terão sido traficantes homossexuais mortos pela polícia enquanto trocavam tiros com os agentes da lei?

Sobre os dados de 2020 provavelmente nunca saberemos, mas sobre os dados de anos anteriores temos algumas informações que podem ser úteis para que você decida se confia ou não confia nos números de mortes por homofobia alardeados pela grande imprensa, políticos e influenciadores.

|TRAVESTI VENEZUELANO MORTO NA ESPANHA

Em outubro de 2016 um travesti venezuelano morreu na província espanhola das Ilhas Canárias, que fica próximo à costa do Marrocos. Lorena Reyes Mantilla estava com um cliente de prostituição quando teve um desentendimento com ele. Durante a briga, o travesti tentou fugir passando de um apartamento ao outro do prédio onde estavam, pela sacada, e acabou escorregando.

Não se sabe o motivo que levou à briga, pode ter sido homofobia ou não. O que se sabe é que a vítima era venezuelana, morreu na Espanha, e foi inserida pelo Grupo Gay da Bahia em seu relatório anual de assassinatos motivados por homofobia no Brasil.

RELATÓRIO DO GRUPO GAY DA BAHIA, PROVANDO QUE A MORTE FOI INSERIDA COMO UM DOS CASOS DE CRIMES HOMOFÓBICOS NO BRASIL EM 2016: https://homofobiamata.files.wordpress.com/2017/01/planilha-2016.pdf

NOTÍCIA SOBRE A MORTE DO TRAVESTI: https://www.laprovincia.es/sociedad/2016/12/14/lorena-dramatico-final-mujer-luchadora-9803506.html

|HOMEM MORTO DE INFARTO EM PLENO ATO SEXUAL

Walker de Montemor Quagliarello era um advogado notável em Tocantins: ele estava envolvido em um escândalo de corrupção naquele estado. Num dia de abril de 2014, voltando pra casa, ele resolveu estacionar o carro na beira de uma estrada, e contratar os serviços de um travesti que se prostituia nas imediações.

Walker tinha 50 anos, estava acima do peso, talvez tivesse tomado algum inibidor da fosfodiesterase tipo 5. O que se sabe é que infartou durante o orgasmo. E que foi listado pelo Grupo Gay da Bahia como uma das vítimas de assassinato motivado por homofobia no Brasil, no ano de 2014.

RELATÓRIO DO GRUPO GAY DA BAHIA EM 2014: https://homofobiamata.files.wordpress.com/2015/01/tabela-geral-de-homocidios-2014.pdf

NOTÍCIA SOBRE A MORTE: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2014/04/advogado-condenado-em-esquema-de-corrupcao-morre-de-infarto-no.html

|HOMEM HETEROSSEXUAL ASSASSINADO POR ADOLESCENTE HOMOSSEXUAL

Em outubro de 2017 o senhor Manoel Francisco de Souza estava em casa quando o filho chegou nervoso dizendo que tinha brigado na rua e que ia matar alguém. O filho pegou um facão que estava na cozinha e o pai desesperado tentou desarmar o adolescente de 17 anos: “Meu filho, para com isso, tire essa faca da mão, você vai fazer uma besteira!”.

O adolescente, homossexual, cravou a faca no próprio pai, que morreu e virou mais uma vítima de “crime homofóbico” no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia.

RELATÓRIO DO GRUPO GAY DA BAHIA: https://homofobiamata.files.wordpress.com/2018/04/listagem-registros-2017.pdf

NOTÍCIA SOBRE A MORTE: https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/pai-e-assassinado-pelo-filho-ao-tentar-impedi-lo-de-cometer-crime-em-mt-diz-pm.ghtml

|HOMOSSEXUAIS BRASILEIROS MORTOS FORA DO BRASIL: VÍTIMAS DE OVERDOSE, CAUSAS NATURAIS, ASSASSINATO OU CAUSAS DESCONHECIDAS

Abel Goes era um estilista brasileiro que morreu na Itália, em circunstâncias não esclarecidas. Ele parou de responder às mensagens de amigos e parentes, que – preocupados – passaram a procurar por ele e o encontraram no necrotério de um hospital em Roma. Bianca era um travesti brasileiro que morava na Holanda, foi assassinado por um cliente. Rafaella Rotocalco também era travesti e foi encontrado morto, aparentemente de overdose, em uma praia de Roma. Patricia Reigada infartou em seu flat, em Londres.

O que estas pessoas têm em comum? Foram usadas pelo Grupo Gay da Bahia entre 2014 e 2018 para fabricar os relatórios anuais de assassinatos motivados por homofobia no Brasil.

SAIBA MAIS SOBRE ESTES CASOS: https://naomatouhoje.blog/2018/11/08/relembre-10-casos-de-assassinatos-homofobicos-no-brasil-nos-ultimos-5-anos/

|ACIDENTES DE TRÂNSITO ENVOLVENDO HOMOSSEXUAIS

Pâmela Oliveira da Silva foi atropelado por uma motocicleta, ao tentar atravessar uma avenida movimentada da capital sul-matogrossense. O motorista e a moto foram arremessados a mais de 10 metros de distância. Um acidente de trânsito, mas a vítima era travesti. Rodrigo Cezar Silva Pereira também era travesti, e morreu atropelado por um caminhão enquanto tentava atravessar uma rodovia. Vitória Graciano Ramos sofreu um acidente ao chegar em casa: acabou sendo atropelada por uma tia após escorregar do capô do veículo, ela estava chegando em casa com familiares e havia descido do carro para abrir o portão.

Acidentes trágicos, mas o Grupo Gay da Bahia viu neles a oportunidade de fabricar mais “assassinatos motivados por homofobia”.

SAIBA MAIS SOBRE ESTES CASOS: https://naomatouhoje.blog/2018/01/07/60/ | https://naomatouhoje.blog/2018/09/09/todo-dia-uma-mentira-do-grupo-gay-da-bahia-ate-2019-30-31/ | https://naomatouhoje.blog/2018/11/06/lesbocidio-revisitado-um-dossie-sobre-o-dossie/

POR QUE VOLTAR A FALAR DESTES CASOS?

Porque a disseminação da fraude não foi interrompida: grandes veículos de imprensa seguem disseminando dados falsos de mortes por homofobia no Brasil, ONGs continuam lucrando financeiramente com o alarmismo e políticos continuam propondo leis discriminatórias baseadas nestas fraudes.

E porque muitos brasileiros, incessantemente bombardeados por estes números, ainda não fazem ideia sobre como eles são desonestamente fabricados.

CASO LESBOCÍDIO UFRJ: UMA FRAUDE DESMASCARADA NA JUSTIÇA PELO TRABALHO DESTA PÁGINA

Abertamente inspiradas na pesquisa fraudulenta do Grupo Gay da Bahia, três pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro produziram um estudo nomeado Dossiê Lesbocídio. A pesquisa seguia os mesmos métodos desonestos do GGB.

Após serem desmascaradas pelo trabalho de Quem a homotransfobia não matou hoje?, as estudiosas processaram o autor do blog, mas – depois de uma longa batalha judicial – perderam o processo. A Justiça do Rio de Janeiro reconheceu as evidências de fraude na pesquisa da UFRJ e o interesse público das informações aqui prestadas. Voltaremos a falar desta pesquisa muito em breve, com novos dados.

SAIBA MAIS SOBRE O DESFECHO DO PROCESSO: https://naomatouhoje.blog/2020/10/04/processo-aberto-por-autoras-do-dossie-lesbocidio-e-arquivado/


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