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The Intercept Brasil confessa fake news e afirma: o artíficio é usual ao jornalismo

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2020
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Ontem as redes sociais brasileiras entraram em polvorosa: uma expressão até então desconhecida se tornou hegemônica em perfis de pessoas comuns, influenciadores, empresas, clubes de futebol. O estopim foi uma matéria do Intercep Br, portal de extrema-esquerda progressista fundado pelo jornalista Gleen Greenwald.

A matéria tratava da absolvição de André de Camargo Aranha em um caso em que ele era acusado por uma “influencer” de ter feito sexo não consensual com ela. Segundo a alegação da autora do processo, a mesma estaria dopada e inconsciente quando passou alguns minutos fazendo sexo com o milionário, mas as diversas provas apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela defesa do acusado indicam o contrário.

A mulher aparece em imagens de vídeo gravadas instantes antes e instantes depois do encontro apresentando marcha firme. Há mensagens de texto trocadas pela mulher com amigos dela que demonstram que ela estava consciente a ponto de escrever corretamente textos coesos e coerentes. Exames toxicológicos feitos no dia seguinte ao alegado abuso descartaram que a mulher tivesse sido dopada. (Parte das provas consideradas no processo podem ser checadas aqui)

Diante destas e de outras provas, o Ministério Público de Santa Catarina opinou pela absolvição do acusado, entendendo que os documentos presentes no processo não permitiam afirmar que ele de fato tivesse tido sexo não consensual com a mulher. Baseado no entendimento civilizado de que ninguém pode ser condenado sem provas de que de fato cometeu um crime, conhecido como “in dubio pro reo”, e no fato de que as evidências coletadas não permitiam afirmar que André realmente tenha abusado sexualmente de uma mulher em tal estado de torpor que fosse incapaz de decidir se queria ou não fazer sexo, o juiz responsável pelo caso absolveu o acusado. (Você pode ler a sentença de 51 páginas na íntegra aqui)

Ontem o Intercept publicou uma matéria em cuja manchete se dizia que o homem teria sido reconhecido como culpado de “estupro culposo”, ocorre que isto é completamente falso. Não há na sentença qualquer menção a esta expressão, o que a sentença faz é descrever minuciosamente as provas apresentadas, descrever as contradições no discurso da acusadora suposta vítima, e – finalmente – decidir que diante da falta de provas que apontem culpa por parte do réu, ele deve ser absolvido.

Pouco importou o que de fato a sentença dizia, pouco importou quais provas de fato foram analisadas. Brasileiros de todos os matizes: instruídos, analfabetos, homens, mulheres, de direita, de esquerda trataram de ir à internet gritar que era absurdo que um juíz reconhecesse que um homem cometeu estupro culposo e mesmo assim o absolvesse. Páginas feministas como a Revista AzMina deram megafone à fake news: “O empresário André Aranha, acusado de estuprar Mariana Ferrer foi considerado culpado de “estupro culposo”, um crime que sequer existe e que indica que não houve intenção de cometer o estupro.” dizia um post desonesto da página das feministas no Facebook.

Ao longo do dia a #fakenews foi sendo desmentida por jornalistas e pelo Ministério Público de Santa Catarina. Eis que ao tardar da noite, depois da notícia falsa ter se expandido por inúmeros e imprevisíveis meios (até páginas de clubes de futebol, como a do Grêmio de Porto Alegre, publicaram posts oficiais disseminando a fraude) o próprio Intercept publica uma nota em que diz que de fato não há, em todo o processo, alegação alguma de que o réu tivesse cometido “estupro culposo”. Mais: o Intercept Brasil declarou que este tipo de manipulação é uma prática usual do jornalismo.

Na matéria, a “jornalista” Schirlei Alves AFIRMA que homem foi sentenciado por “estupro culposo”, a sentença é uma das partes do processo. Na notinha de retratação, o Intercept se desmente mentindo de novo ao dizer que “em momento algum declarou que a expressão foi usada no processo”.

Não, André não foi absolvido porque o juiz reconheceu que ele cometeu “estupro culposo”. André foi absolvido porque os vídeos, mensagens de celular e exames laboratoriais apresentados permitem comprovar que houve sexo entre ele e a “influencer”, mas não comprovam que o sexo tenha sido não consensual. As provas apresentadas demonstram inequivocamente que a mulher estava consciente minutos antes e minutos depois do encontro, e que ela foi de livre e espontânea vontade ao quartinho.

Quem se revoltou com a sentença é quem espera que um homem possa ser condenado por estupro com base apenas na palavra da mulher, sem que haja qualquer mínima prova de que ele de fato tenha cometido qualquer ato de violência.

9 comentários

    1. Oi, Emerson. É na própria publicação original. Eles editaram a publicação para apresentar um disclaimer no final do texto confirmando que a expressão não foi usada no processo, embora não tenham corrigido o texto em si. Adicionei o print do disclaimer publicado pelo Intercept na postagem.

      Curtido por 1 pessoa

  1. Leiam o livro Na Porta do Inferno, o submundo da violência de gênero para saber mais detalhes sobre como funciona a lucrativa indústria do abuso

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    1. Se ele fosse pé-rapado, ela não teria nem olhado pra ele. Assista ao vídeo da audiência: o rapaz não era o alvo. Ela estava mirando no neto do Roberto Marinho. Ela confundiu ambos porque ele se ofereceu para pagar a conta. Infelizmente, ele teria sido preso se não fosse similarmente rico.

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