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PARABÉNS AO PORTAL THE INTERCEPT BRASIL

Rio de Janeiro, 05 de novembro de 2020

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É preciso reconhecer a derrota, é civilizado: os políticos nos países democráticos geralmente reconhecem a derrota em público e parabenizam o candidato vitorioso.

O The Intercept Brasil derrotou a verdade em grande estilo esta semana, e merece ser parabenizado. Foi uma vitória ao estilo Donald Trump em 2016: estonteante, avassaladora, soberba.

Criaram um termo fictício para alegar que um homem contra o qual não pesa nenhuma prova de ato ilícito ou violento tivesse sido considerado culpado em juízo de um crime que não existe.

Obtiveram sucesso em que inclusive pessoas normalmente críticas replicassem acriticamente a tese estapafúrdia de que o tal homem tivesse sido reconhecido como autor de “estupro culposo”.

Em menos de 12 horas a #fakenews produzida pelo portal de extrema-esquerda é desmentida oficialmente e o próprio portal CONFESSA a falsidade da notícia (eu nunca tinha visto uma coisa destas: eu nunca tinha visto uma errata de notícia deliberadamente falsa, geralmente errata é só publicada quando há equívoco de digitação ou coisas menores, nunca quando a notícia é de fato desonesta).

Mesmo assim, mesmo após admitir que a manchete é falsa, mantém o texto falso no ar e o texto continua repercutindo como se fosse verdadeiro: as pessoas continuam falando sobre o “homem que foi considerado culpado de estupro culposo” como se o próprio portal autor da farsa já não tivesse dito que não.

Ahhh, mas tem o vídeo, o vídeo do advogado achincalhando a “vítima” (suposta vítima, possível autora de falsa denúncia de estupro). É isso o que importa, dizem os que já perceberam a fraude em torno do “estupro forçoso”, mas que não querem perder a narrativa.

Sim, o vídeo editado pelo Intercept, o vídeo que mostra apenas a ínfima parte de uma longa audiência, em que o advogado que “achincalha” a “vítima” também foi vítima de ilações por parte dela, inclusive tendo sido acusado falsamente de assédio sexual (18:15).

O Intercept está de fato de parabéns, a #fakenews produzida por eles provavelmente será responsável pela proposição e aprovação de novas leis sexistas, agora no âmbito do direito de defesa do réu diante de acusações de estupro. Não tenho dúvidas de que este será o resultado final desta semana: que algum deputado proponha e que o Congresso aprove rapidamente algum tipo de lei “Mariana Ferrer”.

O Intercept nos presenteou com uma notícia falsa em todo o seu teor: nos termos, na narrativa, na forma como os trechos da audiência de instrução foram manipulados e apresentados.

Mas uma notícia falsa não precisa de muito para ser bem sucedida, ela precisa apenas de conseguir mobilizar uma legião de zumbis acríticos que a repitam como mantra o que leram e que não sejam capazes de revisar o mantra após serem apresentados a dados mais completos.

O Intercept venceu, a desonestidade venceu: é preciso reconhecer a derrota. Parabéns THE INTERCEPT BRASIL!

VÍDEO DA AUDIÊNCIA NA ÍNTEGRA: https://www.youtube.com/watch?v=P0s9cEAPysY

REPORTAGEM DO THE INTERCEPT BRASIL QUE DEU ORIGEM À FAKE NEWS (COM NOTINHA NO FINAL DO TEXTO RECONHECENDO A FALSIDADE DA EXPRESSÃO CONSTANTE NA MANCHETE): https://theintercept.com/2020/11/03/influencer-mariana-ferrer-estupro-culposo/

TEXTO DA SENTENÇA, NA ÍNTEGRA: https://www.conjur.com.br/dl/palavra-mariana-ferrer-nao-basta.pdf

BOA PARTE DAS PROVAS CONSIDERADAS NO PROCESSO E QUE LEVARAM O MINISTÉRIO PÚBLICO A ENTENDER PELA IMPOSSIBILIDADE DE SE AFIRMAR QUE HOUVE ESTUPRO: https://twitter.com/mdamarisn/status/1320880326101602304

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