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Assassinato do menino Davi Gustavo faz um ano

Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2020
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Na noite de 26 de novembro de 2019 o corpo já sem vida de um menino de apenas 3 anos de idade dava entrada em um pronto-socorro no interior de Mato Grosso. Davi Gustavo tinha várias lesões pelo corpo, novas e antigas: mordidas, fraturas, hematomas. A mãe da criança, Luana Marques Fernandes, e a namorada dela, Fabíola Pinheiro Bracelar, foram presas. Foi Fabíola quem levou o corpo do menino já morto ao pronto-socorro, e depois fugiu. Horas depois a polícia capturou mãe e madrasta.

A madrasta confessou as agressões que levaram o menino à morte: a mãe negou, mas o delegado manteve a prisão – à época – como cúmplice. O caso guarda semelhanças com o assassinato do menino Rhuan Maycon, e os detalhes em comum vão além da sexualidade das assassinas.

Assim como no caso de Rhuan Maycon, o pai do menino Davi sabia das violências contra a criança e tinha buscado ajuda do poder público, na tentativa de salvar a vida do menino. Assim como no caso de Rhuan, o Estado Brasileiro foi omisso diante das provas de violência apresentadas pelo pai e manteve a criança com a mãe até a morte do menino.

Davi já havia sido atropelado pela própria madrasta: foi o pai quem providenciou o tratamento na capital do estado, devido às graves lesões resultantes do atropelamento, mas depois de recuperada a criança foi obrigada a retornar à casa de suas violentadoras.

O caso de Rhuan Maycon ganhou ontem um pouco de justiça: condenadas a 65 anos de prisão, cada, as mulheres assassinas passarão pelo menos duas décadas e meia na cadeia (se não conseguirem fugir ou se não morrerem), já que só após dois quintos da pena é que poderão pensar em pleitear a progressão para o regime semiaberto.

Quanto a Davi Gustavo, as notícias silenciam-se completamente logo após o assassinato. Uma busca pelo Google usando o nome da vítima, da madrasta assassina confessa e da mãe provável cúmplice não retorna informações recentes: apenas aquelas dadas à época da morte. Ao fazer uma busca pelo site do Tribunal de Justiça do Mato Grosso descobrimos que ambas – mãe e madrasta – respondem como rés nos processo de número 1001110-92.2019.8.11.0026, mas não conseguimos ter acesso a maiores informações.

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