Fraudes LGBTs

Menor número mortes de LGBTs é resultado da homofobia de Bolsonaro e de seus seguidores, afirma Luiz Mott

O Grupo Gay da Bahia acabou de publicar a edição 2020 de seu relatório anual de “mortes por homofobia”. Esta página aqui nasceu do interesse em revisar os dados produzidos pela ONG baiana criada no começo dos anos 80 pelo antropólogo Luiz Mott.

Durante décadas, a ONG vem divulgando casos de mortes por acidente, infarto, bala perdida, troca de tiros com a polícia, disputa de ponto de prostituição entre travestis, mortes ocorridas em outros países e até assassinatos de heterossexuais cometidos por homossexuais como se fossem “crimes motivados por homofobia no Brasil”.


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Entre 2013 e 2017 o GGB publicou as listas nominais de todas as pessoas cujas mortes foram desonestamente utilizadas para fabricar os números divulgados nestes anos. Em meados de 2018, após uma sucessão de trabalhos de revisão dos dados feitos por mim, pelo geneticista e tradutor Eli Vieira, pelo jornalista David Agape entre outros, a ONG decidiu deixar de divulgar os dados que permitiriam a checagem dos números. Em 2019 a lista de notícias foi publicada juntamente como um anexo do relatório, mas na versão 2020, novamente não há informação detalhada sobre os nomes dos mortos.


Remembering Our Dead - Lorena Reyes Mantilla (24 Oct 2016)
Lorena Reyes Mantilla era venezuelano, foi morto na Espanha, e acabou incluído na versão de 2016 do relatório de mortes por homofobia no Brasil, produzido pelo Grupo Gay da Bahia. Casos como estes são comuns neste tipo de “estudo”.
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Em 2018 a ONG de Luiz Mott calculou que 420 pessoas teriam morrido por motivação LGBTfóbica no Brasil. Em 2019 o número reduziu para 329. Em 2020, a ONG só conseguiu fabricar 237 casos de “crimes homofóbicos”.

Independente do fato de que a ONG é conhecida por classificar casos de mortes por causas naturais, por atropelamento, de heterossexuais e até mortes fora do Brasil como se fossem casos de mortes por homofobia no Brasil, o que explicaria a redução nos últimos dois anos?

LUIZ MOTT EXPLICA: REDUÇÃO DOS CASOS É CULPA DA HOMOFOBIA

A explicação do antropólogo é uma delícia! Ele afirmou em entrevista recente, reportada pelo portal Agência AIDS, que “a explicação mais plausível para a diminuição em 28% do número total de mortes violentas de LGBT em comparação com o ano anterior se deve ao persistente discurso homofóbico do Presidente da República e sobretudo às mensagens aterrorizantes de seus seguidores nas redes sociais no dia a dia, levando o segmento LGBT a se acautelar mais, evitando situações de risco de ser a próxima vítima, exatamente como ocorreu quando da epidemia da Aids e a adoção de sexo seguro por parte dessa mesma população.”


Não tá acreditando? Então segura esse print!
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Sim! Na opinião do presidente do Grupo Gay da Bahia, a suposta homofobia do Presidente da República e de “seus seguidores” está ajudando a salvar vidas de centenas de LGBTs. Teriam sido cerca de 300 vidas poupadas.

OBVIAMENTE, A EXPLICAÇÃO HONESTA É OUTRA

A metodologia utilizada pelo Luiz Mott e por sua ONG é a do clipping de notícias. Eles meramente rastreiam notícias que tragam manchetes do tipo “Homossexual é morto em lugar tal” ou “Travesti encontrada carbonizada em tal local” ou “Morre ativista LGBT na cidade X” e classificam indistintamente estas mortes como “mortes LGBTfóbicas.

Esta metodologia não permite nem inferir as reais motivações das mortes (exceto raros casos onde a situação é explícita, como no caso de uma lésbica que foi morta dentro de um carro que havia acabado de roubar enquanto trocada tiros com a polícia acompanhada de outros dois comparsas armados, caso que foi classificado pela filósofa Maria Clara Dias como “morte por lesbofobia” em fraude semelhante) nem o crescimento ou redução real dos casos.

Que o Grupo Gay da Bahia tenha encontrado 237 notícias de mortes de LGBTs não implica sequer que o número de mortes tenha de fato diminuído: pode ter sido apenas que houve menos casos noticiados na mídia e/ou que os catadores de dados da ONG tenham tido menos sucesso no rastreio através de ferramentas de pesquisa.

SAIBA MAIS SOBRE AS MORTES POR HOMOFOBIA DO GRUPO GAY DA BAHIA E DE OUTRAS INSTITUIÇÕES

O vlogueiro Wagner Thomazoni, do Canal Tragicômico, fez um ótimo resumo da metodologia por trás da fraude dos assassinatos homofóbicos. Vale a pena assistir e compartilhar.

Desde 2017 esta página se esforça para revisar os dados produzidos sobre mortes por homofobia no Brasil, entre outros dados utilizados pela militância identitária.

O autor da página chegou a ser alvo de um processo, arquivado com resolução do mérito, aberto por três “estudiosas” da Universidade Federal do Rio de Janeiro. As estudiosas produziram um estudo fraudulento sobre mortes por ódio contra lésbicas e ficaram revoltadas quando viram sua fraude exposta: exigiram o fim das denúncias e o pagamento de indenização, mas a Justiça entendeu que o que elas deviam fazer era prestar esclarecimentos públicos sobre a lambança que produziram em vez de tentar silenciar as vozes discordantes.

Se você não sabe, e quer saber, como são fabricados os dados de mortes por homofobia no país, sugiro navegar pelos posts listados abaixo. Eles lhe serão elucidativos:






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