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Grupo Gay da Bahia: veja as lésbicas indicadas no relatório de 2019 (Parte 1)

Há tempos que este blog não faz jus ao nome e não comenta os dados de instituições que fabricam os famosos “relatórios de mortes por homofobia, transfobia, lesbofobia et cetera” que fazem a alegria de ativistas LGBTQI+, de políticos populistas de esquerda e de jornalistas progressistas. É que as ONGs que fabricam estes “estudos” se tornaram, digamos, mais cuidadosas na fabricação destes números.

Não, não é que elas se tornaram mais honestas, é só que elas passaram a não divulgar mais a lista das mortes utilizadas para fabricar os dados. Antigamente a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), a Rede Trans, o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Transgender Europe (TGEU) divulgavam os nomes das vítimas que eram utilizadas para fabricar as narrativas sobre “centenas de vítimas de mortes motivadas por homofobia no Brasil”.


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Através destas listas, podíamos descobrir quantas das vítimas realmente tinham morrido em uma situação de preconceito contra homossexuais e quantas das vítimas tinham morrido em situações como briga entre namorados (ambos homossexuais) ou guerra entre criminosos (boa parte das vítimas é composta de traficantes e assaltantes) ou em acidentes de trânsito ou até em mortes causadas por problemas de saúde (um dos casos relatados pelo Grupo Gay da Bahia como se fosse “morte por homofobia” na verdade tratava-se de um homem que enfartou durante o sexo, por exemplo).

Hoje apenas a TGEU publica rotineiramente seus dados; o GGB tem ano que publica, tem ano que não; a UFRJ deixou de fazer sua coleta de dados, depois que foi desmascarada pelo autor deste site; e a ANTRA deletou todas as informações que permitiam a conferência dos dados. Mas temos ainda algumas publicações salvas de relatórios de anos anteriores, que tal se às analisássemos?

Hoje vamos conversar sobre parte dos 31 casos pessoas que foram classificadas como lésbicas pelo Grupo Gay da Bahia como vítimas de “mortes motivadas por homotransfobia” em seu relatório de 2019. Veja abaixo os dados dos primeiros 11 casos, em postagens posteriores serão discutidas as outras mortes.

JÚLIA MARQUES | SÃO GONÇALO, RJ
Embora o Grupo Gay da Bahia tenha disponibilizado uma lista de links de notícias sobre as mortes que considerou para o relatório de 2019, o campo relacionado à morte de Júlia está marcado como SI (Sem Informação). Isso geralmente é usado quando o GGB soube da morte por meio de uma mensagem de whatsapp, um telefonema, mas a notícia da morte não saiu em nenhum jornal.

Joguei “julia marques lésbica são gonçalo morta” e não encontrei notícia nenhuma sobre tal morte, de forma que não existe possibilidade de saber se houve suicídio, acidente, crime homofóbico, morte por causas naturais.

TAILANE DE MOURA MATOS E NEIMARA ANDRADE DE MATOS | ARACI, BA
Um casal de lésbicas foi assassinado a tiros em Araci, Bahia. Para este caso o Grupo Gay da Bahia informa o link da notícia pela qual foram informados do caso. A notícia não se aprofunda em detalhes, mas jogamos os nomes das duas mulheres no Google e descobrimos uma matéria do portal G1 que trata do mesmo caso. Nesta matéria é informado que “Tailane tinha passagem pela polícia pelos crimes de lesão corporal e ameaça, além de envolvimento com tráfico de drogas”.

Não seria honesto afirmar que as mortes foram motivadas pelo envolvimento de uma das vítimas com o mundo do crime, mas é muito menos honesto afirmar que foram motivadas por “homofobia” apenas com base no fato de que as vítimas eram homossexuais, concordamos?

ARES SATURNO E SOREN NERES | RIBEIRÃO PIRES, SP
Encontramos aqui um entreveiro linguístico, como ativistas LGBT eventualmente usam as palavras homem, mulher, lésbica, heterossexual de forma contrária às definições vernaculares, não sabemos se a notícia se refere de fato a duas mulheres lésbicas ou a dois homens homossexuais que se declaravam mulheres ou a um casal heterossexual em que uma das vítimas se declarava mulher. Na lista do Grupo Gay da Bahia as vítimas são apresentadas como lésbicas, já na matéria apontada como referência pela ONG elas são apresentadas como um “casal trans não binárie”.

Estes detalhes são irrelevantes para se discutir a motivação das mortes. O fato é que tratam-se de suicídios de duas pessoas andróginas (modernamente referidas como “não binárias”). Sim, Grupo Gay da Bahia e outras ONGs costumam utilizar suicídios de homossexuais como sendo “mortes motivadas por homofobia”, mesmo em casos em que o próprio homossexual deixou esclarecida outra motivação (como desilusão amorosa).

A matéria usada pelo Grupo Gay da Bahia como referência indica que uma das vítimas deixou bilhete explicando que estava passando por dificuldades financeiras. A matéria também divulga a mentira de que a expectativa de vida de transexuais é de apenas 35 anos. Uma das fake news mais repetidas na internet brasileira, e que NUNCA será checada por “agências independentes de checagem”.

VANUSA DA CUNHA FERREIRA | APARECIDA DE GOIANIA, GO
Um crime perverso, sem a menor sombra de dúvidas. Um crime de ódio contra lésbicas? Bem, na verdade Vanusa foi morta vítima de uma tentativa de estupro (que acabou se transformando num caso de necrofilia, quando ela já havia perdido a vida). Seu assassino era um passageiro de aplicativo, ela era motorista, durante a viagem ele tentou paquerá-la, ela negou gentilmente as investidas dizendo que era lésbica, o homem tentou estuprá-la e acabou matando. Depois de morta, ele consumou o ato sexual.

Um crime bizarro, chocante, e que merece as mais severas punições. Afirmar, contudo, que foi cometido por “homofobia” com base nestes dados me parece no mínimo apressado.

FERNANDA SOUZA | RONDONÓPOLIS, MT
A
matéria jornalística apontada como fonte pelo GGB sequer informa a sexualidade da vítima. O que se relata é que duas amigas já vinham passando por desentendimento, que uma foi visitar a outra para tirar satisfações sobre uma “fofoca” e que no meio do bate-boca a visita foi esfaqueada.

Entretando uma outra matéria jornalística dá conta de que o boato se tratava de uma acusação feita por Aldirene (a assassina) de que Fernanda (a vítima) estaria traindo o seu namorado com outros homens. Parece se tratar, portanto, de uma mulher heterossexual que foi referenciada por sabe-se lá que motivo como homossexual pelo Grupo Gay da Bahia. Há precedentes, o GGB já fez coisa semelhante em outras situações.

MARCIA SILVA JARDIM | VITÓRIA DA CONQUISTA, BA
Na matéria apontada como referência pelo GGB não há qualquer indicação da motivação do crime. Não há indicação de que ela seja lésbica, também.

Procurando pelo nome da vítima, no Google, descobrimos que o autor do crime foi preso, condenado e que o motivo uma discussão motivada por um triângulo amoroso (Márcia tinha um relacionamento com o assassino, a namorada do assassino descobriu a traição, houve uma briga entre Márcia e a namorada do assassino, Márcia teria ameaçado a namorada do homem, este teria matado Márcia em represália).

Ou seja: Márcia morreu por estar envolvida (no papel de amante do homem) em um relacionamento heterossexual e por ter brigado com a namorada oficial do homicida.

MAIKELLY RODRIGUES | SERRA, ES
Novamente a matéria indicada pelo GGB como fonte não aponta que a vítima fosse homossexual, e menos ainda que ela tenha morrido por isso. Maikelly foi encontrada por um pescador, em um rio. Seu corpo estava nu, ela estava amordaçãda e tinha levado 5 tiros. Próximo a ela havia outro cadáver, de um rapaz.

Jogando pelo nome da vítima no Google temos que a família da vítima hipotetiza que a motivação possa ser homofóbica, mas não são indicados elementos apontados pela investigação policial neste sentido.

RAFAELA DOS SANTOS TOMAZ | DELMIRO GOUVEA, AL
A única matéria indicada como referência pelo GGB para este caso foi retirada do ar, mas buscando pelo nome da vítima é possível encontrar outra matéria que indica que Rafaela tinha envolvimento com o tráfico de drogas e que inclusive estava “jurada de morte” pela quadrilha que comandava a região.

NATIELE CAETANO DOS SANTOS | BARRA MANSA, RJ
Homossexual matando homossexual, um caso muito frequente de “mortes motivadas por homofobia” aparece de novo aqui. Relatórios como os da ANTRA, do Grupo Gay da Bahia, da UFRJ e da Transgender Europe frequentemente classificam casos de homossexuais assassinados por outros homossexuais como se fossem casos de mortes motivadas por homofobia.

Neste caso temos outro elemento interessante indicado pela matéria apresentada como referência pelo GGB, tanto Natiele quanto a assassina Sabrina Amaro tinham passagens pela polícia, apenas 14 passagens no total, sendo 12 da vítima e 2 da assassina: dois anjinhos, aparentemente.

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