Uncategorized

Heterossexuais ganharam mais medalhas em Tóquio que a China na história dos Jogos Olímpicos

Em tempos de lacração identitária e de Jogos Olímpicos, parece ter se tornado muito relevante contar as medalhas e os números de atletas com base em categorias como raça, sexualidade, “gênero” e sexo. Nas últimas semanas estas discussões se proliferaram e agora que as olimpíadas mais lacradoras da história chegaram ao fim, ainda restaram algumas pautas para serem trabalhadas.

Uma matéria publicada ontem no portal UOL informa que “Se os 180 atletas que se declararam publicamente como homossexuais, bissexuais, trans, queer e não binários e competiram em Tóquio representassem um único país, eles teriam ficado em sétimo no quadro geral de medalhas.“. Segundo o texto, os atletas LGBTQI+ abocanharam 32 medalhas. Uhuuuulll, vai planeta!

Assumindo que todos os atletas LGBTQXYZ medalhistas tenham indicado sua sexualidade, sobram 1048 medalhas, já que 1080 foram postas em disputa nas Olimpíadas de Tóquio. A conclusão é de que, “se representassem um único país”, os heterossexuais teriam conquistado mais medalhas em Tóquio do que a China conquistou em todas as olimpíadas (de verão e de inverno) da história.

De fato, se disputassem por um só país, os atletas heterossexuais teriam conquistado apenas em Tóquio uma quantidade suficiente de medalhas para ficarem em quarto lugar na história dos Jogos, atrás apenas da Rússia (considerando as medalhas da União Soviética, do Império Russo e do Comitê Olímpico Russo), da Alemanha (considerando a Alemanha Oriental, a Ocidental e a unificada) e dos EUA. O Heterossexualistão teria conquistado mais medalhas em 2021 que países como Grã-Bretanha, Itália e França conseguiram em 52 edições dos jogos.

Obviamente este tipo de comparação não será feito pela grande imprensa, assim como não serão comparadas as medalhas brasileiras por sexo, depois que os homens ultrapassaram as mulheres.

Durante boa parte das Olimpíadas, enquanto a maior parte das medalhas de ouro brasileiras tinha vindo de atletas femininas, parecia ser muito relevante saber qual era o sexo da maioria dos medalhistas brasileiros. A grande imprensa não parava de encher o saco com isso. Bastou que os homens ultrapassassem as mulheres (homens foram responsáveis por 4 dos 7 ouros brasileiros nos Jogos de Tóquio) que o assunto morreu.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s