Fraudes LGBTs Grupo Gay da Bahia

Grupo Gay da Bahia: mortes de traficantes LGBTs devem ser legalmente reconhecidas como crimes de ódio

Daniel Reynaldo
14 de agosto de 2021


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Quem é contra a homofobia levanta a mão? Você levantou a sua aí? Então estamos juntos: eu também levantei a minha aqui.

Você, provavelmente, assim como eu, entende que homofobia consiste em tratar mal pessoas apenas por serem homossexuais, agredi-las fisicamente por saber que elas têm preferência por namorar pessoas do mesmo sexo, impedir colegas seus filhos adolescentes de terem amigos lésbicas ou gays, demitir um funcionário ou se negar a fazer dupla com um colega de faculdade em uma pesquisa acadêmica porque soube que um dos namorados dele era do mesmo sexo que ele.

Quando se fala em “criminalização da homofobia” muitas pessoas de boa índole acreditam fielmente que se está falando de criminalizar os atos de violência ou preconceito motivados explicitamente pela não aceitação da sexualidade alheia: o homofóbico punido seria o indivíduo intolerante que mata um desconhecido apenas porque viu este desconhecido passeando de mãos dadas com outro homem. Ora, este ato já é criminalizado e agravado: quem mata uma pessoa apenas por ela ser homossexual incorre não apenas no crime de homicídio, mas no crime de homicídio qualificado por motivo torpe.

Em Teorias Cínicas, best-seller de Helen Pluckrose e James Lindsay recentemente lançado no Brasil, e que discute a explosão dos movimentos identitários “pós-modernos” que tomaram conta do debate público nas últimas décadas, os autores fazem um importante esclarecimento: (Ativistas identitários) usam as palavras de uso corrente de maneira diferente de nós. Quando falam de “racismo”, por exemplo, eles não se referem ao preconceito com base em raça, mas sim, como definem, a um sistema racializado que permeia todas as interações na sociedade, ainda que amplamente invisível (…). Inevitavelmente, esse uso muito técnico da palavra confunde as pessoas, e, na sua confusão, elas podem concordar com coisas das quais discordariam se tivessem um sistema de referência comum para ajudá-las a entender o que a palavra realmente significa.

Lorena: el dramático final de una mujer luchadora - La Provincia
Lorena Reyes Mantilla: travesti venezuelano morto na Espanha foi classificado pelo Grupo Gay da Bahia com uma das vítimas de mortes por homofobia no Brasil em 2016

Durante anos esta página vem denunciando a desonestidade de ONGs e ativistas identitários na produção e disseminação de dados estatísticos sobre “minorias” (violência contra LGBTs, violência contra mulheres, desigualdade salarial, desigualdade no acesso à educação…) e sempre foi explicado aqui que a grande relevância de compreender os mecanismos desonestos por trás da fabricação destes dados está nos efeitos diretos e indiretos da desinformação.

Dados fraudulentos sobre racismo, machismo e homofobia conduzem ao sectarismo social, à histeria coletiva e – especialmente – à acachapante explosão de leis discriminatórias que temos visto nas últimas décadas. Estas leis discriminatórias, invariavelmente, são justificadas pelos seus autores e promotores em dados desonestos sobre “desigualdades”.

Durante os últimos quatro anos temos denunciado que o Grupo Gay da Bahia, mais antiga e importante ONG LGBT do país, mente em relação aos seus números de mortes por homofobia. A ONG publica um relatório anual que é disseminado por grandes redes de comunicação (UOL, Rede Globo, Estadão, Folha de S. Paulo…) sempre informando que centenas de pessoas morreram no Brasil apenas por serem homossexuais, ano após ano.

De fato a lista do GGB está repleta de pessoas que morreram de infarto, de complicações pós-cirúrgicas, de suicídio, assassinadas por outros homossexuais, vítimas de crimes relacionados ao tráfico de drogas, de acidentes de trânsito. O Grupo Gay da Bahia lista qualquer morte de homossexual como se fosse morte por homofobia, e esta página já revelou e comprovou a farsa inúmeras vezes.

Hoje, em uma postagem em seu perfil no Instagram, o Grupo Gay da Bahia clamou pela criminalização da homofobia.

Leia atentamente que o GGB escreveu (em um português horroroso, como de costume): “Crimes homotransfobicos: de uma vez por todas, respaldado pelos estudos cientificos de criminologia e pelos protocolos internacionaia de direitos humanos, levando-se em conta a gritante subnotificação de crimes de ódio no Brasil , é inquestionavelmente correto e justo incluir como crimes de ódio LGBTfóbicos Todos os homicídios tendo como vítimas travestis e transexuais profissionais do sexo, ja que foram empurrados às margens devido à heterormatividade; todos os latrocínios praticados contra lgbts, dada sua vulnerabilidade social; Assim como crimes relacionados ao tráfico de drogas, já que o stress da lgbtfobia empurra tal segmento a dependencia química. Assim sendo, todas essas situações existenciais tem relação direta com a LGBTfobia sistêmica e estrutural e como tal devem ser tratadas como crimes de ódio. O negacionismo de tais pressupostos, como proclamam nossos inimigos findamentalistas, é conivente com homotransfobia sistêmica e atenta contra a cidadania do segmento lgbt.” (sic)

Exatamente. Para o Grupo Gay da Bahia é URGENTE a aprovação de uma lei que criminalize especialmente os assassinatos de pessoas LGBTQI+, mesmo aqueles relacionados a tráfico de drogas, mesmo os latrocínios (crimes comuns que podem acometer qualquer indivíduo).

Tenho certeza de que você concorda que a pena para latrocínio (assalto seguido de morte) seja mais alta, e já é.

Ocorre que, para o Grupo Gay da Bahia, um caso em que um homem heterossexual seja morto por um assaltante deve ter uma pena e um caso em que um homem homossexual seja morto pelo mesmo assaltante deve ter uma pena maior, apenas pelo fato da vítima ser homossexual.

É isto que é – explicitamente – solicitado pela ONG LGBT mais antiga, famosa e influente do país: que a vida de LGBTs valha mais segundo a lei que a vida de heterossexuais (como já tem acontecido com a vida feminina em relação à masculina). E é isso que eles muito provavelmente irão conseguir, em breve.




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