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Manas & Manos, página focada na promoção de tratamento justo para vítimas e acusados, é derrubada

O ativismo político e midiático de Karen Marins e Dámaris Nunis começou com o bizarro caso de linchamento virtual do qual o empresário André Aranha foi vítima. André foi acusado por uma mulher de nome Mariana Ferreira. Segundo a acusadora, André a teria violentando na modalidade “estupro de vulnerável”. Nas alegações da mulher, ela teria sido dopada e então arrastada por André, ele teria feito sexo com ela enquanto ela estaria inconsciente e ela teria descoberto apenas após voltar para casa, ao perceber secreções em sua calcinha.

A história circulou pela internet durante muito tempo, sempre com versões em páginas feministas dizendo que havia vídeos e exames e outras provas e que mesmo assim o acusado estaria saindo impune.
Por lei, no Brasil, todo processo de estupro tramita em segredo de justiça, isto dificulta em muito a posição pública sobre os casos famosos porque as alegações dificilmente podem ser checadas. O fato é que o segredo de justiça nestes casos, em tese, é para proteger ambas as partes, mas a própria Mariana Ferreira quebrou o segredo de justiça expondo as partes do processo que lhe interessavam, como nos informa a própria matéria do Intercept Br que fabricou a fake news do “estupro culposo”: um dos casos mais escabrosos de notícia falsa do jornalismo brasileiro.

Na fabricação da sua peça de fake news o Intercept Br apresentou também trechos cuidadosamente editados da audiência a qual Ferrer e Aranha foram submetidos. A edição induzia à crença, falsa, de que Ferrer havia sido desrespeitada pelo advogado e pelo juiz. A íntegra, não editada, da audiência é apresentada no vídeo abaixo.




Não sei exatamente por quais meios, mas o fato é que inicialmente Karen e depois Damaris, tendo tido acesso ao material probatório (os tais vídeos, exames, prints e relatos de testemunhas) começaram a expô-lo na internet. Os vídeos mostravam uma Mariana aparentemente sóbria e segura, andando a passos firmes, sem nenhuma hesitação; os prints mostravam que Mariana conversava normalmente com amigos logo após o sexo, não demonstrando estar desnorteada e inclusive tendo a intenção de continuar a noitada; as testemunhas revelam que não perceberam nada de anormal no comportamento de Mariana, que indicasse que ela estivesse dopada; e o exame toxilógico não indicou qualquer forma de doping. Ah, e o vestido Mariana mandou pra Europa.

Restou incontroverso que Mariana e André fizeram sexo, mas as provas apresentadas à justiça e divulgadas por Karen e Damaris indicavam que o sexo tinha sido consensual: não havia elementos que indicassem que Mariana não sabia e não queria fazer sexo com André, muito pelo contrário. E não havia nenhuma prova de que desse base à tese de que, se Mariana estivesse dopada, André pudesse ter ciência disso.

Aliás, foi daí que veio a fake news do estupro culposo: a sentença explica que o crime de estupro de vulnerável depende de que o estuprador saiba da vulnerabilidade legal da vítima: por exemplo, se um adulto faz sexo com uma menina de 13 anos sabendo que ela tem 13 anos (ou existindo elementos que permitam suspeitar) isso é estupro, mas se esta menina, tendo um corpo bem desenvolvido e uma aparência de um pouco mais velha, mente para o adulto, dizendo que tem 16, e até apresenta uma identidade falsa, não é estupro. O adulto fez sexo com uma menina de 13 anos, mas acreditando honestamente estar fazendo com uma de 16. Ele não tinha como saber a idade dela, uma vez que ela aparentava ter 16, mentiu e até apresentou documento falso.

A absolvição de André veio justificada na ideia de que ainda que a Mariana pudesse estar dopada com uma droga mágica que nem aparece no exame toxicológico nem altera estado de consciência ou comportamento ou coordenação psicomotora, diante destes elementos André não poderia saber que ela estava dopada, já que nada indicava isto. Foi com base nisto que o Intercept Br mentiu dizendo que o estupro foi reconhecido pelo juiz e que o réu só não foi condenado pela ausência da tipificação de “estupro culposo”.

MORREM DUAS FEMINISTAS, NASCEM DUAS ATIVISTAS EM DEFESA DO TRATAMENTO IGUALITÁRIO PARA HOMENS E MULHERES

Karen e Damaris eram feministas, mas a experiência com o caso Mariana Ferreira remodelou suas visões de mundo. As meninas ficaram particularmente incomodadas pela forma como um homem cujas evidências de sua inocência eram inúmeras ainda assim foi não apenas submetido a um pesado julgamento legal como a uma prévia condenação social.

A forma como boa parte da população, incluindo-se organismos públicos e privados e pessoas de grande influência midiática, tratavam aprioristicamente o homem como criminoso, sem conhecimento das provas do processo ou a despeito delas levou a dupla a se empenhar na divulgação dos fatos, primeiro em relação àquele caso específico, e depois aos muitos casos semelhantes acontecidos depois com homens ricos e pobres, negros ou brancos. Karen e Damaris também usavam seus canais nas redes sociais para denunciar violências reais contra mulheres, num verdadeiro espírito igualitário que justifica o nome que escolheram para sua marca: Manas & manos.



O perfil no Instagram ganhou grande destaque, se tornando um dos maiores, senão o maior, dentre os que lutam por tratamento social e legal justo e igualitário para homens e mulheres. E, como toda página que pisa fora dos limites estabelecidos pelas ideologias de ódio progressista (feminismo e outras), já começou a ter problemas para se manter visível. A página foi derrubada ontem.

Não tenho ainda informações sobre as alegações do Facebook, mas a atividade que vinham executando era extremamente polida, sempre amparada em dados fiáveis. Duvido de que houvesse qualquer ilegalidade ou ‘discurso de ódio” que justificasse uma exclusão.



O Facebook, empresa que é responsável pelo Instagram, é recorrente neste tipo de atitude, da qual eu mesmo fui vítima em parte do processo que as pesquisadoras da UFRJ autoras de uma pesquisa fraudulenta sobre mortes motivadas por preconceito contra lésbicas moveram contra mim. (Saiba mais nos posts do carrossel acima).

BRIGA DE GATO E RATO: MENINAS AINDA ESTÃO ATIVAS EM OUTROS PERFIS NAS REDES SOCIAIS

Derrubadas em seu principal canal de veiculação de ideias, elas acabaram de criar um perfil no Youtube e também estão ativas no Facebook e no Telegram, além de terem começado a postar em um perfil reserva no Instagram enquanto esperam a conclusão, pela empresa, da revisão que solicitaram para tentar recolocar a página no ar.

No Youtube o canal é acessado por este link: https://www.youtube.com/channel/UCZWa1Oyb0e0OcnLF1xlSq4Q

No Telegram é este: https://t.me/manasemanos

A conta reserva que estão usando no Instagram (se não for derrubada também) é esta: https://www.instagram.com/manasemanos1/

Finalmente, no Twitter: twitter.com/manasemanos

ELAS POR ELES: OUTRA PÁGINA NÃO FEMINISTA MANTIDA POR MULHER PRECISA DE SUA AJUDA

A luta de Karen e de Damáris é para que homens e mulheres voltem a ser tratados com base em leis igualitárias e para que homens acusados de violência contra mulheres sejam julgados de acordo com o devido processo legal, com atenção cuidadosa às provas ou à falta delas, e que não sejam condenados – publicamente ou pelo Estado – apenas com base numa vaga alegação feita por qualquer mulher, sem provas, e – por vezes – com provas em contrário.

Outro perfil semelhante é o Elas por eles, mantido também por uma moça que não acredita na narrativa “mulheres são de Vênus, homens são do Inferno”. Ketlen Brandon vem divulgando muito obstinada e quase solitariamente uma ideia legislativa muito simples e direta. O texto está abaixo:


“A lei Maria da Penha discrimina homens vítimas de violência física, psicológica, sexual e patrimonial. Estudos comprovam que homens são tão agredidos quanto mulheres mas permanecem sendo discriminados pela lei como vítimas, além de punidos com mais rigor quando deveriamos ser punidos igualmente.

Homens e mulheres praticam violência, sendo necessário igualar as leis de proteção e punição, sem discriminar nenhum sexo como ocorre atualmente. Somos todos iguais perante a lei, então devemos responder igualmente.”


Ketlen já conseguiu mais de mil assinaturas, mas precisa de mais outras milhares, e o prazo é apenas até 31 de dezembro. Se ela conseguir 20 mil assinaturas a proposta é encaminhada, por lei, para ser debatida no Senado Federal. É pouco, provavelmente não vai resultar em nenhuma mudança imediata, mas é assim que mudanças legais são feitas: com a apresentação pública de propostas e com a defesa pública delas.

Se fosse uma proposta de ideia legislativa feminista, Ketlen provavelmente teria grandes patrocinadores bancando sites de ativismo bem bolados e todos cheios dos recursos publicitários, mas a proposta é igualitária, antifeminista, e só tem o boca-a-boca.

Vote no link a seguir: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=155913&voto=favor . Não vai dar mais trabalho do que se registrar em qualquer aplicativo: você vai ter que clicar no link, no botão de confirmação de seu e-mail ou Facebook, confirmar o voto, acabou. Ah, e divulgue nas suas redes sociais para que outros vejam e votem.

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