Sexismo Violência

Lola Aronovich é condenada por alegações sem provas contra homem acusado de estupro

Com informações extraídas do perfil Manas e Manos (siga aqui e aqui e aqui)


A professora universitária, jornalista e ativista feminista Lola Aronovich foi condenada a pagar míseros R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) a título indenizatório por chamar Alexandre Andrada de estuprador (ainda que indiretamente, fazendo referências explícitas ao caso sem mencionar o nome do acusado) por meio de seu perfil no Twitter. O valor é irrisório e a pena simbólica dada a renda de 17.255,59 (dezessete mil, duzentos e cinquenta e cinco reais e cinquenta e nove centavos) mensais apenas a título do cargo de professora da Universidade Federal do Ceará, exercido pela condenada.


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Apenas a título de comparação, eu (que tenho renda mensal quase 5 vezes inferior à de Lola) havia sido condenado pela juíza Marcia Maciel Quaresma a pagar 6 mil reais a cada uma das três autoras da fraude Lesbocídio (18 mil reais no total) por ter feito acusações virtuais contra elas. As minhas acusações contra as pesquisadoras não se referiam a terem cometido crimes tão graves como estupro, mas a terem mentido deliberadamente nas conclusões de uma pesquisa acadêmica.

No meu caso, a condenação foi desfeita pelo voto unânime do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que reconheceu as evidências de fraude na pesquisa cometida pelas três estudiosas e também reconheceu o valor social das informações disseminadas por mim. No caso de Lola cabe recurso (que ela prometeu usar) a partir do qual a pena pode ser mantida, aumentada, reduzida ou extinta.

Lola comentou a condenação em seu perfil no Twitter e se gabou de ter sido a primeira na vida. Eufemisticamente, ela disse que foi condenada por “se solidarizar” com Amanda. Um detalhe curioso é que a própria Lola Aronovich dá nome a uma lei sexista que trata especificamente de ofensas virtuais em que a vítima seja (ou se declare) mulher.


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A disputa se dá em função do caso envolvendo a jornalista Amanda Audi, que divulgou pelo Twitter acusações de que o professor Andrada teria cometido um estupro contra ela, A denúncia havia sido arquivada por falta de provas e, revoltada com o resultado, Lola publicou que sua amiga havia sido estuprada por um professor da UNB e a polícia mal havia investigado e encerrou o processo, ainda concluiu que o resultado foi um “típico caso de machismo”.
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Quando processada, reclamou em seu twitter por receber um processo de um “cara acusado de estupro”, disse que nunca havia mencionado seu nome, apenas havia se solidarizado com a vítima através de 3 tuítes. A ação de caráter pedagógico, para que ela aprenda que é errado chamar os outros de estupradores sem provas, a revoltou de tal forma que disse: “Receber lição de moral de advogado de estuprador — é este o mundo em que nós ativistas vivemos”.


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A juíza destacou que Lola, na qualidade de jornalista ativista, achou melhor se indignar com o resultado das investigações e colocar em xeque a confiabilidade da justiça sem embasamento, tendo ela “à sua disposição um vastíssimo campo a ser explorado, podendo fazer um estudo mais aprofundado a respeito do processo legal e suas possíveis falhas e/ou injustiças, o que em muito contribuiria para a causa, ao invés de fazer afirmações desprovidas de elementos legais hábeis a ampará-las”.

TAMBÉM JÁ FUI ALVO DA METRALHADORA DE OFENSAS DE LOLA ARONOVICH

Durante o andamento do meu litígio com as três estudiosas da UFRJ, Lola também se manifestou em seu Twitter e em seu blog.

No texto intitulado “Direita ataca quem pesquisa lesbocídio”, a feminista diz, se referindo a mim, que “O principal agressor é um funcionário público da prefeitura do RJ que também é estudante da UFRJ e diz ter ‘orgulho de ser fascista‘. Com tempo de sobra para suas difamações, ele parte do princípio de que não existem crimes homofóbicos. Entre fevereiro e julho deste ano, o reaça publicou cerca de cem textos em suas redes sociais (quase um por dia) caluniando as pesquisadoras. Lógico que isso atraiu o interesse de organizações reacionárias como o MBL e o Escola Sem Partido. O projeto sobre lesbocídio, sob a coordenação da Dra. Maria Clara, não recebe qualquer verba pública. Mas, se recebesse, seriam as instituições financeiras que julgariam o mérito da pesquisa, e não babacas conservadores que gostariam de fechar todas as universidades públicas e, se dependesse deles, fuzilar professorxs — que são todos comunas doutrinadores, de acordo com eles.”

O trecho em que ela se refere a eu “ter orgulho de ser fascista” remete a um antigo texto meu no qual eu afirmava que se a definição de fascismo (como vem sendo aplicada por muitos) é ser contra legislações discriminatórias com base em sexo e raça (lei Maria da Penha, cotas raciais), ser a favor da plena liberdade de expressão (inclusive para expressões ofensivas como as de Lola contra mim), ser a favor da liberdade de controle sobre a própria sexualidade sem que isso resulte em privilégios legais para os que expressam esta sexualidade ou outra, então eu sou fascista e tenho orgulho disto.


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De fato, se a definição de fascista é aquela que Lola e a turminha à qual ela se afilia costumam disseminar, eu não tenho porque ter vergonha de ser acusado com este palavrão. Aliás, a minha interpretação não é exatamente uma novidade. Já em 1944 George Orwell denunciava que “fascista” havia se tornado um xingamento vazio, uma palavrinha sem sentido bem definido e que só servia como ofensa contra rivais ideológicos, quaisquer que fossem as posições políticas do acusador e do acusado.


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