"racismo" Checagem Fraudes LGBTs

Fundadora da Lupa ironiza jornalista e ignora pedido sobre antiga fake news divulgada pela agência

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A sucessão de erros da agência de disseminação de notícias falsas Lupa após a publicação de uma lista negra com sete palavras e expressões que, de acordo com agência de publicação de notícias falsas Lupa, deveriam ser riscadas do vocabulário criou situações inéditas.

Se não é nada inédito que as empresas vinculadas ao conglomerado UOL divulguem fake news, esta talvez tenha sido a primeira vez que a agência confessou (ainda que de uma maneira bem estranha) a publicação de uma notícia falsa. A coisa ficou tão preta que a Lupa publicou uma errata e depois publicou uma errata da errata, informando que a errata anterior estava errada por não ter deixado claro que se tratava de uma errata.

Mas não parece que a fundadora da agência, Cristina Tardáguila, esteja se sentindo mal pela sucessão de erros ou esteja repensando a atividade de sua agência especializada em manipulação ideológica.

Ao comentar a colossalmente desonesta publicação em que a agência tentou denegrir palavras como “mulato” e “doméstica”, a mulher disse que “Checador não pode errar não pode errar, mas acontece”, atribuiu culpa às fontes consultadas pela agência, afirmou que o erro foi corrigido e que em 6 anos a agência têm mais acertos que erros.


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O jornalista David Ágape ponderou que o problema não está exatamente no cometimento de erros, mas nos fatos de que as agências têm um poder de polícia sobre os erros cometidos pelos outros ao mesmo tempo que os próprios erros não geram qualquer tipo de sanção e de que a agência havia se limitado a apagar a postagem original sem reconhecer explicitamente o erro (na verdade a Lupa substituiu o fio original por um novo fio em que endossava a maior parte das alegações dos primeiros, mas apresentando “opiniões de especialistas” para transferir a responsabilidade).

As respostas de Cristina a partir daí só reafirmar a soberba de uma “policial da verdade” que está acima das próprias leis. “Você pode continuar odiando os checadores. Abraços”, se limitou a ironizar a mulher.

David desenvolveu melhor o seu ponto: “Em uma época em que o debate público ocorre todo na internet. Alguém com o poder de censura pode influenciar esse processo sobremaneira. E vocês sabem disso. Mas os checadores querem ter poder sem ter responsabilidade. Ora, se eu erro vcs podem me taxar como mentiroso e derrubar minhas publicações. E se vocês erram? Eu sou o cara que checa os checadores e chegou a hora de colocar tudo isso a limpo.”

Veja abaixo a nova resposta de Cristina às ponderações de David:


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CHECADORA IGNOROU NOVO PEDIDO SOBRE ANTIGA FAKE NEWS PUBLICADA PELA LUPA

Esta não foi a primeira nem a segunda vez que a Lupa publicou notícias falsas. A agência já negou que Tabata Amaral fosse autora de projeto sobre distribuição de absorventes quando na verdade o texto do substitutivo aprovado menciona que a deputada paulista é autora de projeto apensado, logo sendo autora de um dos projetos de lei que foram aprovados em conjunto na forma de um substitutivo. A agência já mentiu sobre impossibilidade de origem laboratorial do novo coronavírus. A agência já mentiu sobre mortes de LGBTs no Brasil.

Uma das maneiras da Lupa mentir é atestando como verdade a teses controversas defendidas por estudos selecionados a dedo pelos “checadores” da agência. Este foi o método em relação à origem do novo coronavírus, quando a Lupa usou um artigo isolado e controverso publicado pela Nature como ferramenta para atestar como “fake news” as alegações em contrário.

Outro episódio em que a Lupa se limitou a “checar” a existência de um estudo e não a verdade das alegações contidas no estudo esteve relacionado aos dados de “mortes por homofobia no Brasil” e foi alvo de uma das primeiras checagens feitas por este blog.

A checadora Juliana dal Piva mentiu sobre o número de LGBTs assassinados no Brasil em 2016. Juliana havia recebido da Lupa a missão de checar o relatório fraudulento de mortes motivadas por homofobia no Brasil, do Grupo Gay da Bahia, mas não checou direito.


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A mulher desconsiderou o fato de que o GGB inclui acidentes, mortes por causas naturais, mortes fora do Brasil, suicídio e mortes de heterossexuais na composição da lista. Desta forma, acabou contando como se fossem “assassinatos de LGBTs no Brasil” a dezenas de mortes que não correspondem a esta categoria (ou não eram assassinatos ou não eram de LGBTs ou não eram no Brasil).

Já pedi inúmeras vezes à Lupa que publique uma errata sobre aquela postagem. Nunca fui atendido. Ontem pedi para que a fundadora da agência aplique a “ética da The International Fact-Checking Network (IFCN)”. Pelo visto não vai rolar. Oremos!

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