Checamos: Debora Diniz mentiu sobre prevalência de negros em manicômios judiciários

Checamos: Debora Diniz mentiu sobre prevalência de negros em manicômios judiciários

Hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, ou manicômios judiciários, são instituições onde são internadas compulsoriamente pessoas que cometeram atos ilícitos passíveis de reclusão, mas que foram consideradas inimputáveis ou semi-inimputáveis em função de patologias psíquicas. Em 2011 a feminista Debora Diniz, que também é professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, conduziu um recenseamento em que investigou uma série de aspectos demográficos da população internada em hospitais de custódia do país. Os dados foram publicados pela Editora Letras Livres, em parceria com a Editora UnB, em 2013.

Na manhã do dia 04 de abril de 2022 a ativista feminista resgatou a pesquisa ao mencioná-la em um tuíte publicado em seu perfil pessoal. Segundo a estudiosa, o tal censo realizado por ela teria indicado que “população é integralmente pobre, negra, sem tratamento”. Debora é conhecida pela divulgação de informações falsas sobre dados estatísticos associados a questões de minorias, esta página já desmentiu outras fake news disseminadas pelas estudiosa.

Entretanto este tuite recente chama especial atenção pelo fato de que a afirmação feita por ela em seu perfil no Twitter pode ser desmentida diretamente pelo próprio censo que ela apresenta como referência e do qual ela é autora.


POPULAÇÃO INTEGRALMENTE NEGRA? OS DADOS DO CENSO DIVULGADO POR DEBORA EM 2013 DESCONCORDAM DESTA AFIRMAÇÃO

Segundo o dicionário Aulete Digital, o verbete “integral” é sinônimo de “inteiro, completo, total”. Ao dizer que a população de internos nos manicômios judiciários é “integralmente pobre, negra e sem tratamento” a estudiosa divulga aos seus mais de 195 mil seguidores que a totalidade dos internos em tais instituições pertence a cada uma destas categorias, mas o censo ao qual ela faz referência, e cujo link a estudiosa não apresentou para conferência junto ao tuíte, não indica esta realidade.

De fato, segundo os dados daquele documento, o percentual de pretos e pardos ( “negros” ) entre os internos é muitíssimo semelhante ao percentual de brancos e a distribuição das etnias entre os internos é condizente com a distribuição das mesmas etnias na população em geral. Veja a tabela abaixo, extraída do próprio estudo conduzido pela ideóloga feminista.






Considerando-se ainda que, segundo o Censo de 2010, a população brasileira era composta por 50,7% de pretos e pardos e 47,7% de brancos, não chega ser sequer surpreendente que também nos manicômios judiciários os “negros” representem uma relativa e pequena maioria.


NOVO BLOQUEIO NAS REDES SOCIAIS

Logo após ter sua fake news sobre o abandono conjugal de mulheres com câncer desmentida por Quem? números, a estudiosa feminista optou por me bloquear em seu perfil no Instagram. Desta vez a decisão da pesquisadora, ao ser contestada em suas alegações falsas sobre a prevalência étnica entre os internos em hospitais de custódia, foi a de me bloquear em seu perfil no Twitter.

Debora, funcionária pública federal vinculada à Universidade de Brasília, processou o ex-ministro Abraham Weintraub após ter sido bloqueada por ele no Twitter. Segundo o portal Artigo 19, a feminista argumentava que o perfil dele era de interesse público devido às funções estatais exercidas por Abraham, e que ao ser impedida de divulgar, comentar ou contradizer afirmações e informações publicadas pelo então ministro, os seus exercícios políticos e cidadãos estariam sendo limitados.



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