Fraudes LGBTs

Jornalista do Grupo Globo dissemina fake news sobre mortes por homofobia

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Desde 2017 esta página vem municiando a população com informações fiáveis e referenciadas sobre como a #fakenews das centenas de mortes “por ser LGBT” é fabricada e disseminada.

Nos últimos quatro anos Quem? números já mostrou (inclusive através de um processo judicial movido por autoras de um dos estudos fraudulentos sobre o assunto) que as tais “estatísticas” de mortes de LGBT no Brasil são amontoados aleatórios de nomes de pessoas, a maioria das quais LGBTs mortas no Brasil, mas sem qualquer evidência de motivação homofóbica.


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Grupo Gay da Bahia, Rede Trans, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Transgender Europe e Universidade Federal do Rio de Janeiro são algumas instituições responsáveis pela produção destes relatórios.

Em suas listas é possível encontrar casos de homem que infartou durante o ato sexual, bissexual que foi morto pelo namorado por estar tendo um caso com uma mulher, lésbica assaltante morta durante troca de tiros com a polícia, homem heterossexual assassinado pelo filho LGBT, lésbica traficante morta por quadrilha rival, LGBT venezuelano morto na Espanha, LGBT brasileiro morto de infarto no Reino Unido entre outras.

Até o pastor Anderson do Carmo entrou na versão 2019 do relatório de “LGBTs mortos por serem LGBTs” publicado pelo Grupo Gay da Bahia.


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Num mundo ideal, onde a informação honesta tivesse a mesma força de circulação que a desonesta, esta #fakenews das “mortes por homofobia” já teria morrido. Entretanto, nossos algozes, os disseminadores desta “notícia falsa do bem”, são poderosos. Enquanto este blog é feito por um amador não remunerado, a notícia falsa das centenas de mortes por homofobia é disseminada por jornalistas muito bem pagos da mais poderosa empresa de telecomunicações da América Latina.

O último disseminador global de notícia falsa sobre este assunto foi o colunista Leonardo Miranda, da SporTV e do Globo Esporte. Em tuite sobre o caso Mauricio Souza, o jornalista global promoveu um combo: atacou a liberdade de expressão e divulgou a fake news das mortes por homofobia no Brasil.


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Ao ser questionado sobre a fonte, chutou “Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA) e Rede Trans Brasil”. A ILGA não produz nenhum destes relatórios de “mortes por homofobia”, embora os divulgue. Provavelmente o Leonardo pesquisou no Google e caiu neste post, em que a ILGA fala dos relatórios do GGB e da ANTRA.

Já a Rede Trans produz sim, relatórios de morte por transfobia. E o seu trabalho é tão rigoroso que chega ao ponto de dar como vítima de morte por transfobia a uma pessoa desaparecida (que reapareceu vivinha da silva dias depois: tinha apenas ido passar uns dias na casa de amigos e não avisou a família conforme contou em seu próprio perfil).

LIBERDADE DE EXPRESSÃO PARA DIZER O QUE O JORNALISTA QUER

Leonardo também apresenta uma definição de “liberdade de expressão” oposta àquela sublimemente apresentada pelo linguista norte-americano Noam Chomsky. Para Chomsky, a defesa da liberdade de expressão só faz sentido diante de opiniões que você abomina. Leonardo acredita que liberdade de expressão só deve valer para opiniões que “não discriminem e não matem”.

“Não matem” é uma hipérbole usada pelo jornalista tendo como base a própria fake news que ele divulgou no mesmo post. Para ele quando alguém opina de maneira que ofenda algum LGBT isso de alguma forma move o universo para que mais um “LBGT seja vítima de homicídio homofóbico”.

Ora! Opiniões que (usando a sua hipérbole histérica) “não matam e não discriminam” não dependem de “liberdade” porque ninguém irá se insurgir contra elas, caríssimo Leonardo. Se eu disser que você é o “lindão fofucho da mamãe que cuticuti jornalistazinho do meu coração” o senhorito não ficará com raivinha e não vai até a delegacia pedir para que eu seja calado. E eu, por conseguinte, não precisarei gritar “Calma aê gente, e a minha liberdade de expressão?”

É exatamente no momento em que algo que possa gerar animosidade (nas suas palavras hiperbólicas: “opiniões que discriminam e matam”) é dito que surgem pessoas tentando impedir a expressão. Somente neste momento é que o conceito de liberdade de expressão emerge como uma ferramenta útil.

Defender liberdade de expressão apenas para opiniões que não ofendam é como defender o uso de boia apenas para quem não estiver na água, o uso de cinto de segurança para quem estiver caminhando na calçada ou o uso de um crachá da Globo apenas para quem deseja transmitir notícias verdadeiras. Não faz o menor sentido.

LUTA CONTRA FAKE NEWS: MAIS UMA FAKE NEWS DO BEM

Como pode um representante de uma das mais prestigiosas e influentes empresas jornalísticas do planeta, maior de um país como o Brasil, divulgar uma #fakenews tão grotesca? E isto numa época que estamos em franco combate contra as fake news?

É simples: o combate contra fake news é em si uma fake news.

A empresa à qual Leonardo está associado criou há alguns anos a agência de checagem Fato ou Fake. É um dos mecanismos orwellianos de “verificação dos fatos” produzidos nos últimos anos como ferramenta de controle sobre quais informações devem ou não circular.

Faça um teste: envie este post aqui e o tuite publicado pelo jornalista para o WhatsApp +55(21)97305-9827 . É o canal indicado pela empresa que paga o salário de Leonardo para que você peça por checagens de notícias suspeitas. Quando sair a checagem você me avisa nos comentários.

Bem, eu enviei, conforme print abaixo. Ah, e Leonardo me bloqueou no Twitter: que jornalista esportivo mais sem esportividade.


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